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Visita técnica do eixo Plantar promove troca de saberes e vivência com a natureza

Por Michelli Machado

Dia de vivenciar experiências e aprender sobre a natureza. Assim foi a visita técnica realizada pelo eixo Plantar do Projeto Educar Crescer no dia 16 de setembro. A atividade, conduzida pelo engenheiro agrônomo Jefferson Mota, levou estudantes e professores bolsistas das escolas EMEF Paulo Freire e EMEF Nancy Pansera, de Canoas, para conhecer SAFs já maduras no município de Porto Alegre.

As visitas técnicas têm como objetivo complementar o que foi visto pelos participantes na teoria e na prática dentro das escolas, como o plantio, com a formação inicial, as primeiras colheitas e o desenvolvimento de algumas plantas que, passando o inverno, começam a crescer. “As visitas trazem um outro olhar para quem está no seu ambiente, no seu bairro, no seu território. É uma oportunidade de conhecer novas realidades, novos agentes, agricultores urbanos e rurais para poder pensar um pouco no seu espaço. Além de conhecer plantas novas, técnicas novas e pensar que o lugar em que eles estão inseridos pode servir para a produção de alimentos. A partir dessa vivência vai ser possível melhorar um pouco a qualidade de vida e segurança alimentar. Então, a importância das visitas técnicas é fazer também um intercâmbio de saberes”, explicou Jefferson.

Sítio Sagarana e Horta Comunitária

Os locais escolhidos para a visita foram o Sítio Sagarana e Horta Comunitária da Lomba do Pinheiro, cada um com estilo diferente de cuidado com a natureza. Foram experiências que se completaram ao longo do dia de atividades.

O Sítio Sagarana fica no Morro da Extrema, na Zona Rural de Porto Alegre. Lá, um casal de jovens agricultores trabalha com foco na horticultura orgânica, produzindo hortaliças para atender a feira e a merenda escolar, são vários tipos de hortaliças e uma produção maior e escalonada usando diferentes técnicas e fazendo uma boa adubação para conseguir ter um boa colheita e renda para família.

A Horta Comunitária da Lomba do Pinheiro existe desde 2011. É o uso de um espaço de cuidado também com a função de horta. Lá eles têm uma área de meio hectare, tratam os resíduos, tem uma diversidade gigante de plantas, desde medicinais, aromáticas, até alimentícias, e, hoje, já tem um pomar se formando. A água também corre pelo terreno. O espaço funciona como um ponto de encontro da comunidade, um local de terapia para quem vive no entorno. “É uma horta para terapia, onde as pessoas vão, se encontram, plantam, se reúnem todas as manhãs para ter contato com a natureza. O foco não é ser tão produtivo, mas ser um espaço social e de cuidado”, destacou Jefferson.

A atividade proporcionou aos estudantes e educadores um olhar transformador sobre a relação com a terra e a comunidade. Mais do que observar diferentes técnicas de cultivo e conservação, a ação reforçou que o aprendizado vai além das salas de aula, inspirando participantes com diferentes práticas sustentáveis de produção alimentar. Nesta quinta-feira, 17 de setembro, os bolsistas da EMEJA Anísio Teixeira, de Esteio, terão a oportunidade de também vivenciar essa experiência de conexão com o meio ambiente.