Por Michelli Machado
Nesta quarta-feira, 15 de setembro, o eixo Acolher do Projeto Educar Crescer realizou mais um encontro de formação voltado à reflexão e à construção coletiva de práticas de acolhimento de estudantes migrantes no contexto escolar. A atividade integra as ações do projeto junto às redes municipais de ensino foi realizada na EMEJA Anísio Teixeira em Esteio.
O objetivo do encontro foi fortalecer espaços de formação, diálogo e compartilhamento de experiências entre profissionais da educação. A formação foi aberta com uma pergunta: “O que entendemos por acolhimento?”



Segundo a coordenadora do Acolher, Graziela Andrighetti, o questionamento foi um convite para os participantes a refletirem sobre como o acolher se concretiza no cotidiano das escolas e sobre as diferentes dimensões envolvidas nesse processo. “A inclusão educacional de estudantes migrantes não se restringe ao acesso à escola, mas envolve também condições de permanência, aprendizagem, progressão escolar, participação e reconhecimento das questões linguísticas, culturais e sociais que atravessam suas trajetórias”, destacou.
Uma construção conjunta
Um dos eixos centrais da formação foi a valorização das práticas que vêm sendo construídas nas escolas. “Os participantes foram convidados a compartilhar experiências de acolhimento desenvolvidas em seus contextos de atuação e a registrá-las a partir de uma ferramenta elaborada para identificar suas diferentes dimensões. O exercício possibilitou tornar visíveis iniciativas que muitas vezes fazem parte do cotidiano escolar, mas que nem sempre são reconhecidas, registradas ou compartilhadas como práticas de acolhimento”, explicou a professora.
Ao longo da tarde, os registros produzidos foram reunidos em um mural coletivo, que serviu como ponto de partida para analisar onde as práticas estão concentradas, quais dimensões do acolhimento aparecem com maior ou menor intensidade e quais ações já integram a cultura das escolas ou ainda dependem de iniciativas individuais. A atividade também provocou reflexões sobre a presença dos repertórios linguísticos e culturais dos estudantes migrantes na escola e sobre a participação dos próprios estudantes e de suas famílias na construção dessas práticas.


Ao final, o grupo foi convidado a olhar para esse conjunto de experiências a partir de três movimentos: O que já fazemos? O que queremos fortalecer? O que ainda precisamos construir? O foco do encontro foi contribuir para que experiências desenvolvidas no cotidiano possam ser compartilhadas, fortalecidas e progressivamente incorporadas às ações institucionais das escolas e das redes de ensino.
Na próxima segunda, dia 21 de setembro, acontecerá mais um encontro de formação de professores, dessa vez com educadores de Canoas. Participaram do encontro em Esteio professores de 17 Escolas Municipais de Educação Básica, de 8 Escolas Municipais de Educação Infantil e de uma Escola Municipal de Educação de Jovens e Adultos.
