Por Michelli Machado
A manhã desta quinta-feira, 7 de maio, foi marcada por reflexão e criatividade no SESI de São Leopoldo. Cerca de 25 estudantes do terceiro ano do Ensino Médio participaram de uma Oficina de Cinema Negro, ministrada pelo professor Maurício Ferreira, coordenador do Projeto Resistir. A atividade integra uma semana especial de formação promovida pela instituição, a 1ª Semana de Aprendizagem Ampliada, que busca conectar os jovens a temas sociais urgentes e às realidades do mercado de trabalho.
A iniciativa reforça uma parceria estratégica entre a universidade e a rede de ensino da região. Segundo o professor Maurício, a abertura para esses temas reflete uma mudança positiva na base educacional. “Essa é uma temática que o SESI tem valorizado bastante: a questão da negritude e da educação étnico-racial”, afirmou.






Através estudo do efeito Kuleschow os estudantes foram desafiados a produzir seus próprios vídeos usando o conceito aprendido intercalando cenas de racismo com cenas de protagonismo negro. Para o coordenador do Resistir o projeto busca criar uma postura crítica desde cedo nos estudantes. “O objetivo dessas oficinas, que são mais pontuais, é poder fazer circular tanto as temáticas do projeto de forma geral quanto o próprio projeto, e criar uma consciência antirracista por meio do cinema”, explicou.
Representatividade e Identificação
Para os alunos, a oficina foi mais do que uma aula técnica, foi um momento de se enxergarem nas telas, de enxergarem o próximo e de discutirem o papel da arte na construção da identidade. O estudante Fellipe Steffens destacou como o cinema pode ser uma ferramenta poderosa para combater o silenciamento histórico de pautas raciais. “Eu acho que é um assunto muito importante de darmos visibilidade e relembrar, porque muitas vezes o racismo e a discriminação são apagados na sociedade. É sempre bom ter esse outro olhar, principalmente pelo cinema, que é arte e forma de expressão”, destacou.
Para o estudante, o ponto central da atividade foi a discussão sobre o pertencimento. “As pessoas precisam de representatividade e de respeito. É importante que todas as pessoas consigam se ver naquele personagem ou naquela história, sintam que sua trajetória é valorizada e que isso se reflita no cotidiano também”, completou.



A Oficina de Cinema Negro faz parte da semana de formação do SESI, que busca apresentar aos alunos diversas trajetórias profissionais e debates contemporâneos. Além do Projeto Resistir, outros cursos da Unisinos marcaram presença, como o curso de Design, que compartilhou as nuances e os desafios da profissão com os formandos que se preparam para o mercado de trabalho.
