Por Michelli Machado
O curso de extensão “Audiovisualidades Negras: formação de professores, narrativas de si e outras negritudes”, que tem como principal objetivo capacitar os participantes a desenvolverem o olhar crítico para a imagem e a construir o próprio cinema negro, entra em sua reta final de atividades práticas no campus da Unisinos, em São Leopoldo.



No último sábado de junho, dia 27, os estudantes participaram de uma aula especial marcada pela prática intensa. Durante todo o dia, o grupo ocupou o Espaço Colaborativo da universidade para uma imersão completa nos processos de set de filmagem. “Fizemos uma imersão, manhã e tarde, onde o grupo participou da gravação de um curta a partir de roteiros que os professores elaboraram. Três alunos da escola se propuseram a ser atores no curta e passaram o dia conosco”, destacou Maurício Silveira, coordenador do projeto Resistir e líder da atividade, celebrando a integração entre a comunidade escolar e a produção audiovisual.


Laboratório de edição e encerramento de ciclo
O próximo passo dessa jornada de criação ocorre neste sábado, 18 de julho, quando os alunos se reúnem para a última grande imersão do curso. A atividade acontecerá diretamente nos laboratórios do Curso de Realização Audiovisual da Unisinos, onde os estudantes terão um momento de laboratório prático voltado para a edição de vídeos, além de dinâmicas de fechamento do módulo.
“Será o último dia do nosso curso com essa turma de Canoas”, explica Maurício. “Depois, em agosto, a gente começa os laboratórios, que é o momento em que a gente vai, junto com os professores, produzir curtas com os seus alunos em sala de aula”, complementa.
A conclusão deste ciclo formativo pavimenta o caminho para uma nova fase do projeto que busca ultrapassar barreiras e levar a produção de narrativas negras para cada vez mais espaços. Sendo assim o curso cumpre sua missão de capacitar educadores para que atuem como multiplicadores, incentivando que novos jovens negros contem suas próprias histórias através das telas.
