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Projeto Alimentar propõe dinâmica integrada com Projeto Resistir 

Por Michelli Machado

A aula do curso profissionalizante em alimentação voltado às mulheres do Quilombo Chácara das Rosas, deste dia 29/9, foi diferente. O encontro além de trazer informações sobre gastronomia e cultura, também falou de audivisualidade e culminou com a produção de um documentário com as alunas. 

“Hoje a gente fez uma dinâmica integrativa entre dois eixos do projeto macro Educar Crescer, que é o Alimentar e o Resistir. A ideia foi fazer uma feijoada pela manhã, todo mundo almoçar junto, falar um pouquinho sobre o prato e, à tarde, o professor Maurício coordenar uma dinâmica vinculada ao eixo do projeto dele, que é letramento étnico-racial e as questões do audiovisual. Durante as aulas do curso, trazemos informações técnicas e históricas sobre os pratos. O feijão preto é nosso, é muito a cara de Brasil”, destacou Rafaely Reggiori, bolsista do projeto Alimentar  

Para Rosângela Lourenço, integrante do Quilombo Chácara das Rosas a experiência tem sido bem interessante e vai ajudar o grupo a aprender coisas novas. “Eu não sei fazer comida, na minha casa quem cozinha é meu marido, e aqui eu aprendi a fazer salgados, doces, pudim, comida num geral. Quer dizer, eu sei fazer, mas não direitinho com os temperos certos. Eu tô gostando muito dos encontros, toda aula é diferente”, contou Rosângela. 

Já para Giselen Sanches, que também é moradora do Quilombo Chácara das Rosas e aluna do curso, o aprendizado tem sido grande. “Eu não sabia praticamente nada de salgado. Aqui que eu tô aprendendo as dosagens dos alimentos pra fazer a massa, a quantidade, bastante coisa que eu não sabia. Na verdade, eu sabia só o básico mesmo. Agora tô sabendo tudo direitinho. Ainda não me atrevi a fazer nenhuma receita em casa, mas vou querer fazer para família experimentar,” afirmou Giselen. 

O coordenador do projeto Resistir, Maurício Ferreira, explicou o objetivo da atividade conjunta. “O nosso objetivo com o grupo do Quilombo Chácara das Rosas é trabalhar a partir do audiovisual, a questão da socialidade, da comida quilombola, seguido de uma produção de um documentário onde elas vão poder contar as suas histórias, as suas relações com a comida, com as receitas e com o território do Quilombo”, enfatizou Maurício. 

O Projeto Resistir, durante o curso vai captar as imagens, vamos dividi-las em grupos e propor com elas o trabalho, vamos pegar os depoimentos delas, das experiências, das memórias e aqui mesmo a gente vai editar o vídeo e, no final, vamos encerrar assistindo esse documentário com elas” Maurício Ferreira, coordenador do projeto Resistir