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Oficina de sal temperado transforma colheita da agrofloresta em aprendizado, saúde e empreendedorismo 

Por Michelli Machado

Os resultados da implantação do Sistema Agroflorestal (SAF) na EMEF Paulo Freire já começam a dar sabor ao dia a dia da escola e da comunidade. Na última semana, dias 6 e 11 de agosto, foram realizadas duas oficinas de Sal Temperado utilizando ervas aromáticas e temperos naturais cultivados na agrofloresta da escola. Estudantes integrantes dos projetos Educar Crescer e Guardiãs e Guardiões do Planeta participaram da produção de sal temperado, demonstrando, na prática, como a agroecologia pode ser incorporada ao cotidiano escolar e contribuir para o aproveitamento consciente dos alimentos produzidos no ambiente educativo. 

As oficinas foram conduzidas por Kelen Santana Moura, mãe de alunos e integrante do Conselho de Pais e Mestres, que compartilhou seus conhecimentos sobre o preparo do sal temperado com os estudantes. A produção das oficinas foi distribuída à comunidade escolar como forma de apresentar o produto e incentivar o consumo de temperos naturais.  

Essa ação tem como objetivo estimular hábitos alimentares mais saudáveis, incentivando o uso de ervas naturais e a redução do consumo de sal. “A iniciativa também busca despertar nos estudantes noções de empreendedorismo e economia solidária” como destacou o professor responsável pelo projeto Guardiãs e Guardiões do Planeta, Luís Felipe Santos.  

Nas próximas oficinas, os sais temperados serão envasados e comercializados, com toda a renda revertida para o projeto, contribuindo para a aquisição de materiais, realização de encontros e promoção de saídas pedagógicas. Para a diretora da escola, Elizabete Fettuccia, iniciativas como essa demonstram o potencial transformador da educação quando articulada à participação da comunidade.  

Ao integrar escola, famílias e projetos socioambientais, a EMEF Paulo Freire, junto com os projetos Educar Crescer e Guardiãs e Guardiões do Planeta, fortalece um ambiente de aprendizagem que ultrapassa os limites da sala de aula, formando estudantes mais conscientes e comprometidos com a sustentabilidade.