Por Michelli Machado
Nesta quarta-feira, 12 de agosto, teve início o curso “Escrever a história: memória, comunidade e patrimônio educativo”, coordenado pela professora Luciane Grazziotin. A atividade faz parte das ações do eixo Escrever e tem como objetivo instrumentalizar docentes e acadêmicos para a preservação, registro e valorização da memória escolar e do patrimônio histórico.









“Essa oficina que tem como foco o patrimônio histórico, a importância da preservação da memória, de entender que o não-descarte é fundamental para que se consiga olhar para o passado, fazer a crítica das coisas do presente e entender os processos pelos quais a educação foi passando. Muitas vezes, os olhos não estão acostumados a perceber o valor daquilo como documento histórico, porque é usual descartar, achar que a coisa é velha e sem importância. Então, o que importa é a gente pensar nessa lógica da cultura material, de que isso é cultura, é patrimônio material que faz parte da escolarização do Brasil”, explicou Luciane.






De acordo com a professora, ideia desse primeiro encontro foi pensar os principais conceitos, o que é acervo, arquivo, patrimônio, memorial e memória. “Nessa primeira aula nós trabalhamos com documentação e as professoras olharam o que aquele documento conta. Elas puderam manusear os documentos, os objetos e pensar o que aquele documento conta. Nossa tarefa agora será identificar membros da comunidade que podem contar a história pregressa por meio das suas memórias. Outra tarefa será reconhecer os artefatos como documento e pensar sobre o que eles contam”, enfatizou.
Ana Carolina Ramos, uma das participantes do curso, contou que escolheu a atividade por seu gosto por história e porque acredita que é importante conhecer o passado para avençar no presente. “Eu escolhi o curso porque eu gosto de todos os conteúdos que envolvem essa temática, que envolvem educação e história de um modo geral”, afirmou.






Com o primeiro encontro concluído, o curso dá o primeiro passo para que educadores e pesquisadores atuem como guardiões da memória escolar. Ao unir o manuseio de documentos históricos com o resgate das narrativas da comunidade, a formação preserva a trajetória da educação local e fortalece a identidade coletiva, contribuindo para que os participantes transformarem o passado em uma chave de compreensão do presente.
