Por Michelli Machado
Dois dias de atividades intensas! Assim foi a agenda do projeto Educar Crescer, na segunda 15 e na terça 16 de junho, quando uma equipe da Petrobras veio até a Unisinos para acompanhar o andamento das ações realizadas nas comunidades. O encontro iniciou com uma reunião mais institucional do comitê executivo do projeto, onde o líder de cada eixo apresentou o status das ações realizadas até momento, apontando alguns resultados.



Victor Valiati apresentou os avanços da implantação dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) em três escolas, Betina Schuler trouxe os desafios e conquistas na área da Educação, Adriane Ossani falou da construção conjunta do Parque Naturalizado, e Cybeli Moraes e Taís Motta apresentaram o que está sendo feito pela equipe de Comunicação para divulgar o projeto na comunidade.
Na sequência, 11 estudantes do PPG de Educação da Unisinos, que estão integrados ao Educar Crescer como bolsistas, relataram como suas pesquisas refletem nas escolas onde atuam. O encontro possibilitou uma visão geral do todo, que mostrou como as pesquisas se ligam entre si e como a questão socioambiental está inserida, de alguma forma em cada um dos temas.


Algumas escolas que fazem parte do Educar Crescer foram visitadas in loco pela equipe da Petrobras. EMEF Erna Wurth, em Canoas, onde puderam observar ações das frentes Escrever e Acolher; EMEJA Anísio Teixeira, em Esteio, onde acompanham a evolução das SAFs, desenvolvidas pelo Plantar; EMEF Paulo Freire, em Canoas, que recebe o curso de Audiovisualidades Negras do Resistir e tem uma SAF realizada pelo Plantar no terreno em frente à escola.








A equipe da Petrobras também foi recebida para um almoço com comidas típicas gaúchas, na Gastronomia da Unisinos, onde tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho da frente Alimentar, que capacita mulheres quilombolas com curso profissionalizante na área de alimentação.






De acordo com o coordenador do projeto, Luiz Rohden, essas visitas sistemáticas têm o objetivo de acompanhar o andamento, a execução e as entregas realizadas. “O nosso projeto tem uma riqueza imensa, e por isso mesmo se torna complexo. Isso não significa uma coisa ruim, mas uma amplitude de diferentes frentes de ações, com contribuições socioambientais, desde a reconstrução de estufas, agrofloresta, parque naturalizado, até atendimento a migrantes, mulheres e negros. Minha alegria, eu diria assim, é perceber a eficácia e o acerto do nosso projeto nesse investimento em educação. Como líder é muito importante perceber que o grande caminho de transformação socioambiental, realmente passa pela educação em todos os níveis como nós estamos fazendo”, afirmou.
Essa imersão presencial encerra um ciclo fundamental de monitoramento e diálogo, evidenciando que a convergência entre a teoria acadêmica e a prática territorial é o que dá vida ao Educar Crescer. O balanço desses dois dias de trabalho revela uma iniciativa madura, onde cada escola visitada e cada pesquisa apresentada atua como um elo vital para a construção de um futuro mais resiliente, sustentável e integrado para as comunidades da Região Metropolitana.
